Mysteries
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Me sinto leve. Nem consigo acreditar na leveza e na espontaneidade que estou escrevendo este texto. Sem angústia, sem peso, sem dor. Sinto-me um passarinho livre, que pode voar para onde bem entender, sem ter de carregar bagagens. Sinto minha alma limpa e pura, e meu coração, nunca esteve tão tranquilo. Não espero mais nada dos outros, espero de mim. Quem faz as coisas acontecerem sou eu, quem faz não acontecer, sou eu também. Não sonho com o amanhã de forma ansiosa como antes, pois, estou contende em dar o meu melhor hoje. Só assim posso me cobrar algo amanhã. Mas, aprendi que todo dia me cobro o hoje, pois, o amanhã, cobrarei amanhã, e o amanhã será o hoje. A leveza que expresso nestas palavras são sinceras, assim como meus novos sorrisos. Trago no meu olhar o brilho de quem sonha, de quem acredita, de quem ainda tem esperança. De quem acredita na leveza no olhar, acredita em almas mais leves e espontâneas andando pelo mundo. Olhar de quem tem esperança de que um dia deixaremos de ser somente corpos perambulantes, e nos tornemos alma novamente. Digo novamente, pois já fomos crianças um dia. E criança tem este dom. Criança tem sensibilidade nas mãos, leveza na alma, pureza no coração, sinceridade no sorriso, amor no abraço e sonho no olhar! Aquela criança que fomos um dia, ainda está dentro de nós, basta nos esforçarmos para trazê-la um pouco ao nosso dia a dia. Basta lembrarmos dela para aquecermos nossos corações, e assim, recuperarmos nossa sensibilidade humana. Sei que aos poucos vou ir resgatando a delicadeza de entender um olhar, que tinha quando criança, e tornar-me-ei mais do que agora, uma alma que habita um corpo, e não um corpo que habita uma alma. Meus pés hoje estão mais descansados, com calos curados e uma sandália leve. Hoje eles não carregam nenhum peso, não pisam mais nos pregos, desviam. Me sinto leve pois, joguei todos os problemas pro ar, e o que fosse para ser que seria. Me sinto leve pois parei de me importar tanto, de me preocupar com tudo, de fazer de tudo. Me sinto leve pois joguei fora toda minha bagagem. Era hora de me renovar, as malas estavam pesadas e eu, cansada da viajem. Parei, descansei, sentei num banquinho, e, ao olhar para o rio, joguei nele toda minha bagagem emocional… Tudo o que for preciso daquela bagagem, um dia lá na frente o rio sai em algum lugar, o importante agora, é permanecer leve, sem peso, sem dor, sem tanta sobrecarga. Carrego dentro de mim apenas o que eu sinto de bom, e hoje já não vejo mais necessidade de expressar todas estas coisas. É para mim que eu sinto, é para mim que eu amo, é para mim que eu deixo estar. Quem deve sentir, deve perceber, não me é preciso falar. Se for, melhor deixar pra lá. Hoje caminho sem bagagem, sem sapato apertado, sem passagem. Hoje carrego o que tenho e para onde vou apenas no meu coração, e, o que começa a pesar, dar calo, ou me definir em apenas um rumo, apenas me desfaço. Tudo isso para ser alma, para ser leve, para ter paz. Quem caminha ao meu lado, entende do que estou falando.

escrever-e-libertar:

 -Gabriela Elias


a arte de ler uma mensagem cinco vezes e mesmo assim não saber como responder


“Eu quis voltar na mesma hora que parti.”
Harry Potter (via sincronizar)

“Ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria.”
1 Coríntios:13  (via sincronizar)

“A palavra amor anda vazia. Não tem gente dentro dela.”
Manoel de Barros  (via sincronizar)

Se era só mais uma transa devia ter feito melhor.